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a rendição
Pela última vez
obedecemos
à invulgar memória das janelas.
E somos escravos
dos passos,do sofá
do sono rabugento do televisor.
Em lugar nenhum estamos tão vivos
como no delírio ínfimo da noite,
rumor escuro de sonhos perdidos.
Vertigem é quanto mais e mais pedimos
o resplandescente alimento do espanto!
Por fim, nada mais invocamos
a não ser a sabedoria ulcerada das horas
os pratos vazios da fadiga
e o sublime desencanto da faca
que descasca melancolia numa maçã.
Somos assim tão minúsculos
que quase cabemos no nada?
josé
música
Schumann - Tatiana Nikolayeva (1983) Die Geistervariationen (1854)
https://youtu.be/v8Mrl07JVMU
a rendição
Pela última vez
obedecemos
à invulgar memória das janelas.
E somos escravos
dos passos,do sofá
do sono rabugento do televisor.
Em lugar nenhum estamos tão vivos
como no delírio ínfimo da noite,
rumor escuro de sonhos perdidos.
Vertigem é quanto mais e mais pedimos
o resplandescente alimento do espanto!
Por fim, nada mais invocamos
a não ser a sabedoria ulcerada das horas
os pratos vazios da fadiga
e o sublime desencanto da faca
que descasca melancolia numa maçã.
Somos assim tão minúsculos
que quase cabemos no nada?
josé
música
Schumann - Tatiana Nikolayeva (1983) Die Geistervariationen (1854)
https://youtu.be/v8Mrl07JVMU
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