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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Fernando Pessoa( 1988-1935)

Gif José, 2016
made with photos taken by me in the building called Fernando Pessoa





O MARINHEIRO, FERNANDO PESSOA, DRAMA ESTÁTICO EM UM QUADRO, dedicado a Carlos Franco

"Mas já não sei como é que se fala... Entre mim e a minha voz abriu-se um abismo..."

"Minha irmã, em mim tudo é triste. Passo Dezembros na alma..."

"Se olho para o presente com muita atenção, parece-me que ele já passou... O que é qualquer cousa? Como é que ela passa? Como é por dentro o modo como ela passa?... Ah, falemos, minhas irmãs falemos alto, falemos todas juntas... O silêncio começa a tomar corpo, começa a ser cousa... Sinto-o envolver-me como uma névoa... Ah, falai, falai!..."


"As mãos não são verdadeiras nem reais... São mistérios que habitam na nossa vida... às vezes, quando fito as minhas mãos, tenho medo de Deus... Não há vento que mova as chamas das velas, e olhai, elas movem-se... Para onde se inclinam elas?... Que pena se alguém pudesse responder!... Sinto-me desejosa de ouvir músicas bárbaras que devem agora estar tocando em palácios de outros continentes... É sempre longe na minha alma... Talvez porque, quando criança, corri atrás das ondas à beira-mar. Levei a vida pela mão entre rochedos, maré-baixa, quando o mar parece ter cruzado as mãos sobre o peito e ter adormecido como uma estátua de anjo para que nunca mais ninguém olhasse..."

in Poemas Dramáticos , Fernando Pessoa. (Notas explicativas e notas de Eduardo Freitas da Costa). Lisboa: Ática, 1952 - 153. coligido Arquivo Fernando Pessoa


O MARINHEIRO, Fernando Pessoa
encenação de Alain Ollivier
intérpretes Cecília Laranjeira, Maria Frade, Teresa Gafeira
https://youtu.be/y1-0V8LtuXk
Foto animada

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