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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva - nimbos e cerros -
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinho
Sem um cavalo de várias cores? 



Reinaldo Ferreira (1922-1959)
Poemas

When hiking in Guadarrama mountain, suddenly i saw this beautiful horse, wild and free. He was with a small group. He reminded me the wild horses of Gerês, the Garranos. I would like to touch  and ride him, but he doesn't allowed me. Not even to approach him, like the garranos. They can sometimes be very dangerous and attack people, mostly the males, like this one!

the magical and strange relation between man and horses is depicted in one of the books of my youth:
The House of Petrodava of Constantin Virgil Gheorghiu
http://www.sophia.ro/The-Petrodava-House-by-Gheorghiu...
FotoFotoFoto
2015-04-13
3 fotos - Ver álbum

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